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O artigo que resumimos hoje é uma importante análise retrospectiva transversal, feito na Inglaterra, intitulada “Use of medications with pharmacogenomic guidelines and adverse outcomes in hospitalised older patients: a retrospective cross-sectional study”. Acesse o artigo original aqui.

Introdução A otimização medicamentosa é um pilar central na segurança do paciente, especialmente na população idosa, onde a polifarmácia é uma realidade comum. Um novo estudo publicado no The Pharmacogenomics Journal traz luz sobre uma correlação crítica: o uso de medicamentos que possuem diretrizes farmacogenéticas (PGx) bem estabelecidas e a incidência de desfechos adversos em hospitais. Para nós, que atuamos na medicina de precisão, este artigo reforça a urgência de implementar a farmacogenética como ferramenta preventiva padrão.

Desenvolvimento e Achados Clínicos O estudo analisou dados de quase 60.000 admissões hospitalares de pacientes com 65 anos ou mais no Reino Unido. A metodologia focou em identificar a prevalência de prescrições de medicamentos que possuem nível A ou B de evidência no CPIC (Clinical Pharmacogenetics Implementation Consortium).

Os resultados são alarmantes e validam a tese da medicina personalizada:

  • Alta Prevalência: 84% dos pacientes admitidos tinham em seu histórico pelo menos um medicamento com diretriz farmacogenética.
  • Medicamentos Críticos: Os cinco fármacos mais comuns encontrados foram lansoprazol, atorvastatina, sinvastatina, codeína e omeprazol. Estes medicamentos são metabolizados por genes como CYP2C19, SLCO1B1 e CYP2D6, todos cobertos pelos nossos painéis.
  • Associação com Desfechos Adversos: Houve uma associação clara entre o uso desses medicamentos e piores desfechos clínicos. Pacientes em uso de fármacos com diretrizes PGx apresentaram maior tempo de internação, maior taxa de readmissão e, crucialmente, foram mais frequentes em admissões não planejadas (84% vs 64% em admissões eletivas).
  • Fator Fragilidade: O estudo destacou que pacientes classificados com alta fragilidade (frailty) são os mais vulneráveis aos riscos associados a esses medicamentos, sugerindo que este grupo deve ser prioritário para testes farmacogenéticos.

Conclusão Embora o estudo não tenha realizado a genotipagem dos pacientes (focando na exposição ao risco medicamentoso), a conclusão é pragmática e direta: a “cegueira genética” na prescrição para idosos custa caro — tanto em recursos hospitalares quanto na saúde do paciente. A implementação de testes farmacogenéticos prévios à hospitalização ou na admissão poderia mitigar riscos, ajustando dosagens ou trocando medicamentos antes que eventos adversos ocorram.

O teste farmacogenético da ConectGene é o painel mais confiável e completo do Brasil (por só trazer informações com nível A e B de evidência), e por analisar, além dos medicamentos estudados neste artigo (como estatinas, opioides e inibidores de bomba de prótons), outros importantes nos tratamentos em Oncologia, Cardiologia, Psiquiatria e Controle da Dor. Nosso teste é uma ferramenta clínica indispensável para pacientes polifarmácia, idosos e qualquer pessoa que busque um tratamento personalizado e seguro.

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Fonte: David, V. et al. (2026). Use of medications with pharmacogenomic guidelines and adverse outcomes in hospitalised older patients. The Pharmacogenomics Journal.

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